Sucesso 14/2/2019 AES Tietê inaugura primeiro sistema de armazenamento de energia do País
Graças a um projeto pioneiro da AES Tietê, o Brasil acaba de entrar para o seleto grupo de países que dominam o armazenamento de energia por baterias – uma das tecnologias mais inovadoras e versáteis disponíveis no mercado mundial. Com ela, é possível ampliar a capacidade e a qualidade do sistema elétrico, levando a estabilidade e confiabilidade do fornecimento de energia a um novo patamar.

Instalado na Usina Hidrelétrica de Bariri (SP), o projeto de armazenamento de energia da companhia é o primeiro do Brasil conectado ao Sistema Interligado Nacional.

Marco tecnológico

Concebido como parte de um programa de pesquisa e desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o energy storage recebeu investimento de R$ 5,4 milhões. Com capacidade instalada de 161 kW, expansível para 1 MW, o sistema permite que o excedente de energia gerado seja armazenado e usado em outro momento. 

Montado com base em plataforma da Fluence, uma joint-venture entre AES Corporation e Siemens criada visando oferecer soluções para o armazenamento de energia em nível global, o equipamento foi inaugurado com a presença de diversas autoridades do setor. Para este projeto, a Parker forneceu os inversores de frequência (conversores de corrente AC/ DC) de alta performance, que são essenciais para a operação do sistema. 

Tendência global

O conceito de energy storage pode ser aplicado em diferentes funções na rede elétrica. Uma de suas principais vantagens é a capacidade de compensar a intermitência da energia gerada por fontes renováveis. 

Esta solução também pode ser empregada para aliviar redes de transmissão ou distribuição em caso de sobrecarga ou para otimizar sistemas isolados, tornando-os mais eficientes e trazendo benefícios para o consumidor. 

Especialistas do setor elétrico apostam que a nova tecnologia vai alavancar o aproveitamento das fontes intermitentes de geração (como eólica e solar), tornando o processo mais sustentável. "Somos uma empresa voltada à oferta de soluções de energia, por isso estamos empenhados em trazer novas tecnologias ao sistema interligado", observa Ítalo Freitas Filho, presidente da AES Tietê. 

Usina virtual

Instalados em um contêiner, os componentes que formam o equipamento lembram um data center. Racks acomodam módulos de bateria de lítio que podem ser expandidos até a capacidade desejada. 

"O segredo dessa tecnologia é sua lógica de controle; é ela que comanda as funções nas quais a bateria será usada", explica Ítalo. "Agradecemos à Parker e à Fluence, parceiros que aceitaram o desafio de implementar a primeira planta de baterias do País". 

Funcionando como um verdadeiro backup para a rede elétrica, o sistema proporciona uma hora de autonomia de capacidade de descarga, como se fosse a própria turbina operando. 

"Desta forma o equipamento permite regular o fornecimento de energia, garantindo a operação em regime de fluxo constante", explica Ricardo Pascoal, especialista de produto da Parker.

Pascoal destaca que a iniciativa representa um avanço tecnológico consistente e ilimitado. "Agora o setor elétrico já pode aumentar a qualidade e a confiabilidade da energia por meio de sistemas de armazenamento como esse", avalia.

Baterias em alta

Segundo informou Mario Gonzales, presidente da Fluence, o custo da bateria de lítio vem caindo em razão do desenvolvimento dos veículos elétricos e do sucesso da implementação de soluções de armazenamento de energia em vários países. "A iniciativa da AES Tietê é fundamental para que possamos conhecer mais aplicações que contribuirão para a redução do custo da energia ao consumidor", disse. 

Presente no evento de inauguração do equipamento na Hidrelétrica de Bariri, o diretor da ANEEL, Sandoval Feitosa, lembrou que este é um dos projetos apoiados pela agência com o objetivo de modernizar o setor elétrico, para que no futuro o consumidor brasileiro possa contar com tarifas mais acessíveis. 

"Energy storage, eficiência energética e geração distribuída são novas perspectivas que se abrem para o setor; essas tecnologias se encontram em franco desenvolvimento para a otimização do uso da energia", analisa Feitosa. 

Engenheiro sênior da AES Tietê, Paulo Eduardo Malaquias prevê que a tecnologia de armazenamento terá ampla utilidade tanto na indústria quanto nas atividades de geração e transmissão do setor elétrico. 

"Por ser rápido e eficiente, considero o armazenamento com baterias a melhor alternativa que temos hoje". Ele lembra que o suporte da Parker foi valioso tanto no projeto quanto no comissionamento e partida do sistema. "Os inversores corresponderam totalmente às nossas expectativas", informou Malaquias.

Expediente ©Parker Hannifin Corp. 2019